não q’eu me saiba inútil encontro
poesia em pânico
dolmens e menires
homem (di)lapidado
eterna infância
único caminho do mundo
[ fixado no ar
não qu’eu me saiba fé [ obstinada
desprezo inercial pelos movimentos
amor [ ordenado em caos
o outro [ delineado em princípio
[ e fim
o mundo [ surpreendido em hiatos
a liberdade [ inventada na clausura
a harmonia - mística - a (des)cadenciar
não qu’eu me saiba heroi
não que me saiba vilão
não que me saiba
não que me caiba
irrestrita denúncia
insaciável tesão
não, não e não!
# aristotélica antevisão - 1981
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