sábado, 20 de setembro de 2025

XXXIV


não q’eu me saiba inútil encontro

poesia em pânico

dolmens e menires

homem (di)lapidado

eterna infância

único caminho do mundo 

                             [ fixado no ar





não qu’eu me saiba fé [ obstinada

desprezo inercial pelos movimentos

amor [ ordenado em caos

o outro [ delineado em princípio 

                                     [ e fim

o mundo [ surpreendido em hiatos

a liberdade [ inventada na clausura

a harmonia - mística - a (des)cadenciar





não qu’eu me saiba heroi

não que me saiba vilão

não que me saiba

não que me caiba

irrestrita denúncia

insaciável tesão





não, não e não!




# aristotélica antevisão - 1981


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