em casulo de seda viva
desamparo o meu tempo
e delimito-o em dias e noites
e controversa direção…
sei lá se no labirinto de meus fios
sou trama,
urdidura ou inábil mistério…
( mas, admito: meu corpo físico busca redenção! )
sei lá se sou transfigurado
( como o Messias )
se vejo coisas extraordinárias
ou se é Deus
[ através da Palavra
que fala ao meu coração…
farpas de prata esbatem em rudes mãos
[ que me agarram.
espirais de alvas nuvens varadas de sol
me acodem!
grito. bem alto. não me ouço!
debato em elíptico bojo.
esboroo, em solidão!
e eu que um dia sonhei tão somente
pousar nos estames das flores
[ sutil, suave?!?!
# havereis de aceitar - 2021
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