tudo cá… desgraças [ de poeta,
ecos, ecos e ecos de vãos amores,
anjos [ de asas rotas e vergadas,
urbanas paisagens [ sem cores…
tudo cá… tudo, tudo aquilo
de que se deseja fugir,
crueldade, lodaçal, maledicência,
cooptação, poder do dinheiro…
tudo cá… rugas no rosto,
sombras n’alma,
sustenidos no coração,
egocêntrica perspectiva,
cú na mão…
tudo cá… fome, ódio,
religião, loucura…
bureta, pipeta, proveta e,
sempre interveniente, a marreta…
( escopeta: se urgir ressignificação! )
tudo cá… ah, este lugar,
que não ocupo no mundo,
é minha - livre arbitrada - punição!
# deepest songs - 2012
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