veio.
dispersa, luminescendo ao por do sol.
trazia a evolação das distâncias na face.
sexy e ortodoxo, um (sor)riso vincado na boca.
flanava junto ao portal do tempo.
encaroçados de desenfreada ira
tinha raios na etérea aljava [ entre os seios.
seus olhos eram tão expressivos
que não fazia uso da palavra.
veio.
mas uma cálida entonação,
quiçá telepática,
d’alguma coisa sussurrada,
se fazia ouvida…
( p-e-r-d-i-ç-ã-o! )
não a recordo: ainda que vá perdurar
nas abissalidades d’alma [ por toda a minha vida!
como veio, foi-se.
talvez norteada por uma ideologia.
uma crença [ que seja; ou inegociáveis valores.
evitou as casinhas de sapê,
os quintais eivados de doces lembranças,
e as crianças desatentas ao escoar do destino.
foi-se.
olhos altivos, mercerizando em suas iris um céu estrelado.
desdenhava ter morrido por tudo que havia sido,
pois sabia-se perfeita em sua aparição!
ah, meu Deus, foi-se…
( foi-se abrindo caminhos
[ do pecado
à mais metafísica compreensão. )
# olhe prá cima! - 2010
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