perdido, nos descaminhos da vida,
vai… perdido, de encruzilhada em encruzilhada,
vai… prá onde bater o vento,
há de ser sua morada, vai!
perdido, meio menino peralta,
meio maquinista maluco
d’um trem invisível
[ trilhos a arranhar estrelas
locomotivando cirandas infindáveis
e destinos indizíveis,
perdido,
mas, vai…
perdido, vai ocupando espaços e lugares…
eternos… labirintos d’uma vida que roda!
cidades a girar, povoados a faiscar,
corrutelas a defenestrar…
ah, paisagens estranhas… perdido, vai.
dias penosos, florestas-galeria virgens … perdido, vai.
ecos dos próprios passos… veredas em flor…
sol no rosto… pólen nos cabelos…
perdido, vai!
alma vai
[ penada
vai buscando a amplidão
perdido vai
[ na própria alma
[ suave
[ em doce emanação!
# vieste comigo? - 1990
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