haveria de tomar mais um corote.
( só mais um, prá tomar coragem! )
se aventuraria a anunciar anjos
[ e demônios
[ e o caralho a quatro…
do céu, ah, do excelso zênite lhe viria a derradeira “visão”
e nenhum espanto lhe faria vacilar [ jamais…
conferiu no relógio de pulso: “desencanto” horas e “espinafrações” minutos!
pronto!... tava demorando!... transpondo a atmosfera hostil
lá vinha Elias, autoconfiante, ao seu encontro,
furando as nuvens com seu carro de fogo…
que fazer?... prostrar-se-ia, submisso ao látego de luz,
e oraria - como sempre fazia - em desespero?
dúvidas lhe assaltaram, agudizando seu íntimo.
haveriam as flores de se fechar à sensualidade [ do vento?
oráculos se definhariam ante o abandono dos seus templos?
não escandalizariam mais os risos impudicos dos faunos e das bacantes?
conferiu no relógio de bolso: “rebeldia” horas e “intentos absurdos” minutos!
mas, amarelou!... ante a presença de Elias,
inapelavelmente amarelou.
deixou que morresse nele [ em desespero
[ sua mais lídima fé.
quer se manifestassem no ar, na terra, na água ou no fogo,
repentinamente, tornou-se íntimo de todas as lamentações
[ humanas…
oh, “abandono” horas e “memória consistida de sofrimentos” minutos?!?!
( não havia mais razoável sincronicidade em relógio algum! )
# dói em mim saber - 2017
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