sexta-feira, 26 de setembro de 2025

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o mar?... sereno, sobe e desce,

desce e sobe, sobe e desce,

no embalo das próprias vagas.

borda a praia de espumas,

alveja a areia com suas águas,

marca o tempo com seu sal!




eu?... aconchego gaivotas, atobás, 

trinta-réis e fragatas em meus olhos,

voando rotas secas, certeiras e vazias,

além e través do horizonte…

algum marco ficará na transitoriedade

                                         [ da memória?




o mar?... bafeja a eternidade, 

arrastada pelos ventos portulanos,

em fátuo silêncio anunciada.

transfigura das divindades o ohm, 

absoluto, sidéreo, 

hermético e instantâneo!




eu?... bebo do mar 

                         [ quieto.

aos raios do sol, funâmbulo, 

                              dispo do corpo 

                                               [ macabro.

morro da vida 

                  [ realizado

                    [ equilibrando-me em um perpasse de sonho

                                                                               [ teso!




# pomposos e surreais - 1977


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