o mar?... sereno, sobe e desce,
desce e sobe, sobe e desce,
no embalo das próprias vagas.
borda a praia de espumas,
alveja a areia com suas águas,
marca o tempo com seu sal!
eu?... aconchego gaivotas, atobás,
trinta-réis e fragatas em meus olhos,
voando rotas secas, certeiras e vazias,
além e través do horizonte…
algum marco ficará na transitoriedade
[ da memória?
o mar?... bafeja a eternidade,
arrastada pelos ventos portulanos,
em fátuo silêncio anunciada.
transfigura das divindades o ohm,
absoluto, sidéreo,
hermético e instantâneo!
eu?... bebo do mar
[ quieto.
aos raios do sol, funâmbulo,
dispo do corpo
[ macabro.
morro da vida
[ realizado
[ equilibrando-me em um perpasse de sonho
[ teso!
# pomposos e surreais - 1977
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