a ciciante água esverdeada
ondeando os barrancos arriçados;
dedo em riste apontando a sexy Uiara,
as enfezadas matas escuras
e as árvores verticalmente geométricas
[ como as catedrais…
peixes-bois, ariranhas e capivaras nadando:
dedo em riste apontando as mecânicas correntezas,
o indolente rio, as funâmbulas garças
e os alvos bancos de areia,
horizontalmente geométricos
[ como as plataformas d’um cais…
o uirapurú cantando seu mundo interior;
dedo em riste apontando as onças pintadas,
as cunhãs espantadas com os pênis dos curumins,
minusculamente geométricos
[ como raros cristais.
e o céu embuçado, perdido em penumbras,
dedo em riste apontando o boitatá,
emergindo no meio do fogo-fátuo,
escamas se alongando junto ao gosmento corpo,
afiadamente tensas e geométricas
[ como fatais espadas de samurais.
# will you never let me - 2009
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