tudo quanto se legitima
espúrio se vai tornando;
o brilho do olhar não dura;
inocência e perversão
ao mesmo tempo
vão se manifestando.
minh’alma reverencia a si mesma,
única e plena estrofe
d’uma amarga poesia;
meu coração,
comungando, a esmo,
não sabe o que,
de fato,
apraz aos deuses…
… e eu me ponho de joelhos,
beijando adocicados púbis
de belos corpos
[ feminis!
… e eu me ponho a respirar ansiosamente,
manso e seguro,
porque o meu ser está franqueado
a todas as volúpias
[ do universo!
perplexão!… selvageria e civilização digladiam-se
[ surdamente…
( ó embate
[ controverso! )
# pois que foi! - 1995
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