segunda-feira, 15 de setembro de 2025

19


perplexão… não há ruflar de asas!

tudo quanto se legitima

                         espúrio se vai tornando;

o brilho do olhar não dura;

inocência e perversão             

                   ao mesmo tempo

vão se manifestando.




minh’alma reverencia a si mesma,

única e plena estrofe 

d’uma amarga poesia;

meu coração, 

comungando, a esmo,

não sabe o que, 

de fato, 

apraz aos deuses…




… e eu me ponho de joelhos,

     beijando adocicados púbis

     de belos corpos 

                    [ feminis!

… e eu me ponho a respirar ansiosamente,

     manso e seguro,

     porque o meu ser está franqueado

     a todas as volúpias

                       [ do universo!




perplexão!… selvageria e civilização digladiam-se

                                                            [ surdamente…

( ó embate

     [ controverso! )




# pois que foi! - 1995

 

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