luar, luar dos poetas,
então não te fizeras,
à flor das frescas madressilvas
delíquios aos amantes
não impuseras?
em vão eu buscava as trevas
para não me enfeitiçar!
ah, régio era teu domínio:
cintilavas sobre céu,
terra e mar…
saudosos, dos momentos mais saudosos,
palpitavam os meus anseios…
além, além do horizonte prateado,
confabulava a solidão com a noite
[ e com as estrelas…
e meu feminil corpo lacerando-se
em rochas e espinhos
liberava minh’alma…
gemidos, lágrimas e uivos me impeliam
ao encontro da alcatéia
[ submissa
[ horrorizada
[ fascinada!
# mitos e ritos selvagens - 1995
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