terça-feira, 28 de outubro de 2025

ensaio 1


ó eternidade, 

( aquela de Pasárgada )

mando rezar o réquiem

mais comovente em intenção 

do vão mistério 

de existir!...

num frêmito espantado,

dentre vestígios de trevas,

quem lançou a maldita chave

no fundo do abismo?

onde estão os infalíveis herois,

os impiedosos monstros,

os vestígios do império intelectual?




… do eco da minha voz

ressurge a fênix de fogo e luz,

cabalística,

consumando 

os mais inocentes versos

da poesia …




… ó eternidade,

meu destino 

já não pode ser adulterado!

( minha carne só faz 

reverberar palavras

tocando confessional música

em diáfanos e incorpóreos

acordes celestiais … )




# mário quintana - 1988


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