ó eternidade,
( aquela de Pasárgada )
mando rezar o réquiem
mais comovente em intenção
do vão mistério
de existir!...
num frêmito espantado,
dentre vestígios de trevas,
quem lançou a maldita chave
no fundo do abismo?
onde estão os infalíveis herois,
os impiedosos monstros,
os vestígios do império intelectual?
… do eco da minha voz
ressurge a fênix de fogo e luz,
cabalística,
consumando
os mais inocentes versos
da poesia …
… ó eternidade,
meu destino
já não pode ser adulterado!
( minha carne só faz
reverberar palavras
tocando confessional música
em diáfanos e incorpóreos
acordes celestiais … )
# mário quintana - 1988
Nenhum comentário:
Postar um comentário