descalço, um dia, fui à “fonte da vida”.
propondo labirintos e acrósticos,
Almada Negreiros provocou:
_ não deveis estar em casa e dar à manivela do mundo?
dei à manivela do mundo.
insisti: descalço, retornei à “fonte da vida”.
propondo anagramas, epigramas e emblemas,
Platão provocou:
_ tens conhecimento, sobretudo, de Matemática?
matematizei.
insisti: descalço, retornei à “fonte da vida”.
propondo versos ropálicos, ecos e lipogramas,
dantesco oráculo provocou:
_ tomaste consciência de si mesmo e de sua existência?
epifania!...
hoje, ainda descalço, marco rastros
na nívea areia molhada da praia,
brandindo os punhos ante os rugidos das ondas do mar,
fulminado pela entrópica luz visceral
de mais uma eterna manhã...
… risos ( todos, menos os “meus”)…
a “fonte da vida” e eu
estamos em (con)(dis)sonância
[ abismal!
# mundos em covariância - 10.10.2022
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