não podes dar-me
teu amor?
dá-me tua amizade.
não queres compartilhar comigo
das carnes
o fervor?
compartilhemos tua castidade.
te perder é meu pavor…
tem de mim piedade!
não vês?...
tudo ao que possas
me expor,
aceitarei com humildade!
mais que tua posse,
quero tua presença.
pelo diálogo arquitetaremos
total comunhão.
das culpas seculares,
amar-te
é minha sentença!
por tudo isso,
quanto pressentires do vate
a aproximação,
oculta bondosamente
tua indiferença.
acaso não podes
reavivar
as chamas
d’um necrosado
coração?!?!...
# ladainhas na rua Janaúba - 03.11.1999
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