não, não vos falo de desencanto fútil,
nem de caos deslumbrantes...
minha aspiração é dor, frustração,
epifania, (in)felicidade,
marginal inspiração.
também não vos falo de abrupta gestualidade,
nem de arroubos libero-libertários...
ânsias de corpos ausentes me entranham,
cometas insurgindo encruzilhadas celestiais me desfragmentam,
orgias e isolamentos de tépidos versos/
/ inconfessadamente confessionais
me ausentam de abismos desastrados
[ e horizontes fugidios.
não, não vos falo sobre nada!
nem vos aponto o dedo
[ em riste.
a noite/ que corre só/ é larga,
a solidão/ que trunca a noite, as estrelas e a lua/ é escura,
e ambas/ amalgamadas em pérfido medo/ tudo dominam...
ciclones despropositadamente insinuantes arrasam/
em intenso apanágio/
/ todas as tardias fantasias
[ inocentes
/ de todos os seres
[ (des)humanos.
na eternidade de cada instante... ah, nem vos falo!
# pejado de si mesmo -1996
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