consagro-me nas sangrentas peleias travadas…
o espírito tenazmente preso ao corpo
torna cada vitória um mistério
[ sagrado…
ah, quando a intrepidez,
então, grassa,
também se torna “sem palavras”!
acontecer-vos-eis também este fado?
tenhais a carne embebecida em imortalidade,
sonhais sonhos além do vosso prodigioso alcance,
as estrelas do céu cintilam em vossos olhos,
vos invejam os deuses
do cimo dos maciços montanhosos?
ah!... no arrebatamento do momento,
vencendo todas as refregas,
uma glória,
que seja,
radiante demais para ser meramente honrosa,
consagra extraordinariedade
aos meus feitos…
ah!... na minha desilusão,
doída,
de ser um mero homem,
impossível é renunciar a encarniçados combates,
conquanto minha autoconfiança
me aproxima
cada vez mais
à uma extremada insanidade!
# Odisseu sou eu! - 2011
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