quinta-feira, 16 de outubro de 2025

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_ me diga

_ quê?!?!

_ pode dizer 

_ o quê?

_ o que você tem a dizer

_ como eu amo e quero você!

_ hein?!?!

_ eu amo você!

_ tá doida?

_ por você!




_ Jesus, sua tresloucada!

_ você deveria saber

_ coisas de amor, ainda por cima de “salamandra-de-fogo”, 

  quem pode adivinhar, sequer perceber?

_ mas e meu corpo, dado?

_ mas, nunca, sequer me foi prometido!

_ e meu coração, insaciado?

_ talvez, se soubesse, teria entendido

_ e os beijos, perdidos nos descaminhos até sua boca?

_ ah, sua “cega de amor”!

_ e minh’alma sofrida?




_ chegaaaaaaaa!

_ mas, nem começou

_ nem vai começar… já acabou!

_ mas, e o “nosso” amor?!?!

_ você não vê que sou uma impávida “pedra-de-tropeço”, 

  arauta da incomensurabilidade do tempo? 

_ uai, ( uma  salamandra-de-fogo  “mineira”,  era  só  o  que  faltava!... ) 

  eu não vou “ficar prá semente” mas, 

  por toda a “nossa” vida, 

  não bastaria a incomensurabilidade do meu amor? 

    



# coisas mineirescas d’amor - 1998


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