_ me diga
_ quê?!?!
_ pode dizer
_ o quê?
_ o que você tem a dizer
_ como eu amo e quero você!
_ hein?!?!
_ eu amo você!
_ tá doida?
_ por você!
_ Jesus, sua tresloucada!
_ você deveria saber
_ coisas de amor, ainda por cima de “salamandra-de-fogo”,
quem pode adivinhar, sequer perceber?
_ mas e meu corpo, dado?
_ mas, nunca, sequer me foi prometido!
_ e meu coração, insaciado?
_ talvez, se soubesse, teria entendido
_ e os beijos, perdidos nos descaminhos até sua boca?
_ ah, sua “cega de amor”!
_ e minh’alma sofrida?
_ chegaaaaaaaa!
_ mas, nem começou
_ nem vai começar… já acabou!
_ mas, e o “nosso” amor?!?!
_ você não vê que sou uma impávida “pedra-de-tropeço”,
arauta da incomensurabilidade do tempo?
_ uai, ( uma salamandra-de-fogo “mineira”, era só o que faltava!... )
eu não vou “ficar prá semente” mas,
por toda a “nossa” vida,
não bastaria a incomensurabilidade do meu amor?
# coisas mineirescas d’amor - 1998
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