no desenovelar das palavras,
apassarinhando-me,
meu desejo de transformação se faz.
estranhos são os ninhos.
insaciáveis, os voos.
inconclusos, os pousos.
patas anisodáctilas, amarelinhas,
ostentam anilhamento de conchinhas!
e, no compasso do apassarinhamento das palavras,
minh’alma se extasia com os saberes
que deslindam o “vir a ser” do universo!
bússolas, quânticas, ei-las forjadas em sonhos…
mapas, bordados no firmamento…
rotas, insinuadas pelas cintilações dos astros…
e, apassarinhando-me, vou pululando feliz
nas pontinhas das estrelas…
arapucas, de buracos negros,
gravitam halos infinitos,
sem deixar rastros!
e, apassarinhando-me,
voarei até o indizível,
prometo!
( meu destino não permite qu’eu volte
[ de bico vazio… )
# pressiona mais! - 1997
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