o meu olhar é violência
sobre o meu próprio
interrogar.
ah, eu vos conclamo a enveredar,
diligentemente, à minha própria procura,
acutilando vossas consciências,
refletindo sobre a vida,
sobre a morte,
sobre a sorte…
sobre a inexorabilidade do tempo!
e o que vereis a cada pensamento
será dubiedade
[ humana,
opacidade intelectual,
manifesto temor a Deus
[ sem efetivamente ter medo Dele…
ah, sabereis, só sabereis
d’um poder controlador…
( que censura as formas de pensar. )
sabereis, só sabereis d’um espasmódico sufoco…
( que impetra maneiras de ser [ e estar. )
ah, sabereis, só sabereis
de vossos perniciosos aedos…
( que insistem em poeticamente o mundo engendrar. )
sabereis, só sabereis de vossas relativas verdades…
( que haverão de o poder absoluto do homem legitimar! )
# a hora do espanto! - 1999
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